Tenho pensado muito sobre essa minha dança menor.  Penso   pra que serve esse falar da intimidade, essa voz que tenta se tornar independente depois de tantos anos dependente. E de repente encontrei Kafka:

” Eu, que no mais das vezes não tive independencia, tenho uma sede infinita de autonomia, de independencia, de liberdade em todas as direções”

e depois Deleuze

” Na literatura menor, o individual não incide do sujeito. Há que se compreender esse individual na propria solidão de Kafka ,ele encontra seu próprio ponto de sub-desenvolvimento,seu proprio terceiro mundo e seu proprio deserto, no seio da literatura grande e estabelecida.”

Tenho procurado entender onde cabe a minha pequena dança, a minha dança menor , essa minha dança subdesenvolvida.  Talvez  o meu pequeno seja mesmo por ignorancia : coloco a minha solidão exposta em publico porque não sei fazer para o publico.