novembro 2012


Olho para o espaço vazio a minha frente e me  pergunto: onde?

Tive a sensacao hoje  no ensaio que o que nao sei mover e o que nao sei falar neste trabalho é mais importante e interessante do que o  movimento que sei e  as palavras que digo. Talvez nao exitam movimentos e talvez eu nao encontre as palavras.  

“Eu nunca sei de antemao o que vou escrever.Tem escritores que  se poem a escrever quendo tem o livro todo na cabeca. Eu nao. Vou me seguindo e nao sei no  que vai dar. depois vou descobrindo o que eu queria.”

voltando a nao saber o que quero, voltando a nao saber no que vai dar. vou me seguindo…

 revendo 3 solos em 1 tempo . revendo antes para pensar agora

Voltemos ao susto provocado por nossa entrada num lugar desconhecido cuja a estranheza nos gela antes que paulatinamente nos acostumemos a ele. A angústia provocada é suficiente  para nos proteger, isto é, impedir esse processo de acostumamento?-  Pode -se realmente falar em alteridade – quer seja apenas dita  ou percebida- sem  que o pensamento não sofra um só momento a provocação desse ato? Ora, habitualmente  ele não é minimamente povoado. Ele pensa ” o outro” soberanamente, e passa  ao exame de uma outra questão. no entanto, algumas vezes ele se deixa desamparar. Um dos nomes desse desamparo , é espanto. Mas o espanto nos volta para o rumo a esse momento em que o susto  cede diante do ajuste de familiaridade, descobrindo outros vaus para a travessia, outras pegadas para a familiarização. 

( Anne Dufourmantelle)

foto de  Rento Mangolin

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