dezembro 2009


Comecei a  trabalhar  as linhas . Linhas de força,  linhas que atravessam ,  que rompem,  dentro e fora.  Uma procura de  outra qualidade no movimento.  Surgiu da sensaçaõ da vertigem, da imagem do abismo. Começo por  pequenos impulsos  que vão surgindo as vezes  por dentro   do corpo e as vezes pelo  impulso que vem de fora até que o movimento passa para a extremidade e as linhas vão se desenhando no meu corpo e no espaço.

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” O dinamismo não é ilusório no caso daquela energia que  Miró se dedicou a criar, ao propor ao olho automatizado, relações contrarias  a seu automatismo . Trata-se , agora, de uma sensação real. O que essas linhas vos dão, não é uma ilusão de movimento. Ela vos impõe um verdadeiro movimento” ( joão Cabral de Melo Neto)

 “a square metre of blue is more blue than a square centimetre of the same blue”  Henry Matisse

“Could it be that red is ne colour  that  is continually asking for a body?”  John Berger

“Blue is sad,blue is memory and nostalgia, but blue is also impuldence. And this is what I love about the colour. Blue is prize. no public one. Intimate prize. Blue says: outrageusly and absurdly: I am yours and you are mine! And no colour can judge us.No simple colour can judge  jewel. There´s  an impromptu by Shubert which talks of this. And Charles Parker became Bird because he knew about blue”  ( john Berger)

“In Moscow Kandinsky asked: which colour is similar to:

-the singing  of canary

-the whistle of the wind

-repulsion

– a storm

and through colour can you:

-express feelings about science and life?

and also: – is yellow round or square? ”

” the thing about green – is that it´s temporary colour,not in technical sense that is fugitive, but in methaphysical sense that it´s a visitor. It´s liquid, undulating, mobile, pushy.” ( jonh Berger)

Se os buquês, os objetos, as arvores, os rostos, os jardins e os textos, se as coisas e as maneiras japonesas nos parecem pequenas, não é em razão de seu tamanho, é porque todo o objeto, todo gesto, mesmo o mais livre, o mais móvel, parece emoldurado. A miniatura não vem do tamanho, mas de uma especie de precisão que a coisa põe ao delimitar-se, deter-se,acabar. Essa precisão que nada tem de razóavel ou de moral: a coisa não é nitida de um modo puritano ( por limpeza, franqueza ou objetividade) mas antes por um suplemento alucinatorio ou por um recorte que tira o objeto a empáfia do sentido e priva sua presença, sua posição no mundo, de toda a tergiversação. E, no entamto essa moldura é invisivel: a coisa japonesa não é contornada como uma iluminura;não é formada de um contorno forte,de um desenho, que viriam “preencher”a cor, a sombra, a pincelada;à sua volta, há: NADA, um espaço vazio que a torna fosca (e portanto a nossos olhos:reduzida, diminuida, pequena).

Roland Barthes

Destruir para ver o que resiste ou resistir a destruição?

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