Felipe querido, fiquei agora emocionada lendo José Gil, não sei, mas parece que esta se repetindo um fato histórico em mim: a invasão portuguesa. Te mando um pedacinho do texto. :

“… o que escapou a visão da não trivialidade daquelas arvores de Monet, na sua própria trivialidade. O que delas poderia ser…;portanto o que foi elidido é o que o espectador vê não como realidade mas como possibilidade de relação com aquelas arvores: foi por isso que o pintor pintou. Ou seja: o espaço da não – inscrição abre no espectador uma multiplicidade de possiveis porque é o espaço de uma elisão que deixou contornos de silêncio, um branco; elisão que era impossivel de realizar a visão direta imediata e absoluta – e por isso mesmo se abre como possíveis do sujeito ( a realizar noutros planos, no fim da vida, ou na imanencia)
Quer dizer que a arte e a pintura em particular inscrevem um espaço de não- inscrição como espaço de possíveis do sujeito espectador; e que estes são neles induzidos como se fossem ações, como se os possíveis fossem agidos no seu pensamento e nas suas emoções.”

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