“A universalidade de um poema, ou, mais geralmente, de uma obra de arte, deriva do seu potencial ( linguistico e emotivo) para se abrir a um devir-outro criador de multiplicidades. É porque o poeta pode tornar-se múltiplos poetas, definindo muito precisamente diferentes maneiras de sentir ( graças a ritmos de movimentos de sensações), que ele pode atingir a universalidade. O devir- outro é um devir-múltiplo, e este um percurso intensivo de uma paisagem de sensações.
É preciso pois deixar de ser poeta de uma única sensação, para poder suscitar uma multiplicidade infinita de sensações, construindo múltiplos poetas num só.” ( José gil)

Agora o trabalho de dentro é entender como deixar de estar em uma unica sensação em uma unica presença. As imagens que Felipe vem trazendo me ajudam muito. Mesmo ainda sem usar a projeção tenho me sentido menos sozinha em cena. Parece que as imagens materializam a presença dele. E isso já é outra questão sobre a imagem.

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