outubro 2009


uma semana antes de fazer a primeira mostra de processo no Panorama.
é um repensar no que esta feito. Me lembro de uma fala do Felipe em uma palestra: quando se chega a alguma coisa voce percebe que já passou e já começa espaço para outra coisa.
As vezes olho o que escrevo e tenho receio que o trabalho pareça mais importante do que é. Ele é só essa coisa que que ainda não sei e que espero que abra espaço para muitas outras coisas que neste momento nem penso sobre.
Escrevo para não entrar totalmente em panico. Inteiramente, totalmente, porque uma boa parte de mim já esta, a outra escreve.

Anúncios

ensaio  justo uma imagem1ensaio justo uma imagem 4ensaio justo uma imagem 3ensaio justo uma imagem 2ensaio  justo uma imagem1

“O que é uma imagem? Uma pelicula sem peso e sem espessura, e no entanto desfolhável, que compõe a percepção que dizer, o espaço real, fazendo-o aparecer. Faz parte desse espaço, não é um simulacro inconsciente, ou um reflexo. A imagem tem substância, força, dimensão.”
Interessante encontrar José Gil agora. Neste momento tudo que leio me leva a pensar no estado de presença, nos atravessamentos, no movimento. Entendo o que quero mas não sei se tenho capacidade de realizar. Mas não tem importancia, continuo fazendo e no final vou ver no que vai dar.

“A universalidade de um poema, ou, mais geralmente, de uma obra de arte, deriva do seu potencial ( linguistico e emotivo) para se abrir a um devir-outro criador de multiplicidades. É porque o poeta pode tornar-se múltiplos poetas, definindo muito precisamente diferentes maneiras de sentir ( graças a ritmos de movimentos de sensações), que ele pode atingir a universalidade. O devir- outro é um devir-múltiplo, e este um percurso intensivo de uma paisagem de sensações.
É preciso pois deixar de ser poeta de uma única sensação, para poder suscitar uma multiplicidade infinita de sensações, construindo múltiplos poetas num só.” ( José gil)

Agora o trabalho de dentro é entender como deixar de estar em uma unica sensação em uma unica presença. As imagens que Felipe vem trazendo me ajudam muito. Mesmo ainda sem usar a projeção tenho me sentido menos sozinha em cena. Parece que as imagens materializam a presença dele. E isso já é outra questão sobre a imagem.

Dos bons encontros aos grandes encontros, é nesse espaço que me movo e é neste espaço que habito e agora são presenças que fazem parte do que faço e estão aí neste novo trabalho.
” uma das regras é: quando encontramos, encontramos para sempre.”

3 solos em 1 tempo - fortaleza

3 solos em 1 tempo - fortaleza

Retomando os ensaios e processando essa viagem intensa cheia de encontros importantes. Agora retomar as imagens construidas e pensar nelas e como agir nelas. Pensar sobre as imagens projetadas, penso que elas não podem ser a afirmação do movimento, do que já esta lá, ela é outra coisa que faz parte de um lugar mas em outro lugar. Retomo sempre esta questão e sei disso, só ainda não sei como fazer e fico pensando em uma frase que a Andrea me mandou da oficina do João Fiadeiro”Muitas vezes agimos só para afirmar aquilo que já temos”.

Próxima Página »