O texto não ” comenta ” a imagem. As imagens não” ilustram” 

Texto e imagem, em seus entrelaçamentos, querem garantir a circulação, a troca destes significantes: o corpo, o rosto, a escrita , e neles o recuo dos signos. ( Roland Barthes)

Fico pensando em  dança, em  movimento. Imagem e movimento. Dança- imagem.

Barthes fala sobre os haicais: No trabalho do haicai, a isenção do sentido se cumpre  através  de um discurso perfeitamente legível ,de modo que o haicai não é , a nossos olhos , nem excêntrico nem familiar: ele parece com tudo e com nada: legível, acreditamos que ele é simples, proximo, conhecido, saboroso,delicado “poético”, em suma oferecido a todo um jogo de predicados reconfortantes: insignificantes  porém, ele a nós resiste, perde  finalmente os adjetivos que um momento antes  lhe discerníamos e entra naquela suspensão do sentido que para nós é a coisa  mais estranha, pois torna impossivel o exercício mais corrente da nossa fala, que é   o comentário.

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